Ornithorhynchus anatinus cs416

 

 

 

 

 

 

 

 

São também dois os álbuns saídos recentemente do projecto IKB (iniciais de Ives Klein Blue), “Ornithorhynchus Anatinus” e “Chelonoidis Nigra”. A primeira diferença relativamente à VGO está no menor número de participantes, 16 em ambos, se bem que com algumas alterações de nomes e de instrumentação. Há outras, destacando-se o propósito de que os instrumentos acústicos sejam tocados como se fossem electrónicos, por meio de uma sistemática utilização de técnicas extensivas e até de recursos próprios da electroacústica, como a manutenção de “drones”. Há um ainda maior minimalismo na geração de materiais, conduzindo à articulação de transparências, com o silêncio a ganhar propriedades musicais. Ouvimos os sons nascerem, viverem e morrerem com um pormenor assombroso, mesmo que, de novo, seja difícil discernir a sua origem. Dos dois títulos, “Ornithorhynchus Anatines” será, talvez, o mais camerístico, muito devido à associação de um oboé (Paulo Chagas) à flauta de Paulo Curado e aos clarinetes de José Bruno Parrinha, bem como às presenças de uma guitarra clássica (Miguel Almeida), de um saltério (André Hencleeday) e de um percussionista extra (Nuno Morão). Rui Eduardo Paes (Jazz.pt)